Mulheres – entre dores e flores
As mulheres têm um papel fundamental no mundo, o sexo frágil é forte e muitas vezes carrega o mundo nas costas, vivem em um mundo injusto e muitas vezes se submetem a inúmeras situações por falta de opção, de proteção, de amparo até mesmo das outras mulheres. Há uma solidão cercada de gente, de filhos, maridos, “amigas” e afazeres. Entre barulhos e risos há dores guardadas no fundo de muitas almas femininas.
Num mundo em que a desigualdade de gênero ainda persiste, estão em minoria na política, ocupam menos da metade dos cargos de liderança, embora as estatísticas demonstram que estudam mais. A violência contra a mulher tem aparecido, tenho dúvidas se aumentaram ou se a percepção real se dá devido ao acesso a informação e imagens que a sociedade tem disponível hoje. Atualmente, dados globais apontam que 35 % das mulheres em todo o mundo já sofreram violência física ou sexual ao longo da vida.
Acrescido a todos esses fatores, temos ainda a rivalidade feminina, que não é parte da essência da mulher, mas uma construção social que é alimentada principalmente por padrões ditados pela sociedade e reforçados pelas redes sociais.
Há uma força sensível na mulher, ela gera, nutre, tem geralmente uma sensibilidade firme que a auxilia na junção de suas tarefas: mãe, mulher, profissional, entre outras. Toda essa potência realizadora, gera sobrecarga emocional. Precisam ser fortes, mas não podem parecer duras. Precisam ser sensíveis, mas não podem parecer frágeis.
A mulher é LUA, tem fases a enfrentar, a mulher não vive em linha reta. Ela vive em ciclos. E cada ciclo exige uma nova versão. O sol é sempre sol, quente e reluzente, cumpre diariamente seu papel. A lua por sua vez, tem suas fases e muda a cada ciclo, ela se apresenta cheia, nova, crescente e minguante.
Assim é a mulher que precisa se refazer e se transformar para viver cada fase, as vezes compreendida outras nem tanto, as vezes com apoio outras só. Mas uma coisa é certa: entre dores e flores, é resistência que floresce.
É força que acolhe.
Sensibilidade que transforma.
Não precisa provar força — ela já está em sua trajetória.
Precisam apenas lembrar que juntas são mais fortes!
Renata Evangelista
Março/2026